quinta-feira, março 10, 2011

Australian Dance Theatre na abertura, esta noite, do Gui Dance

Tem início esta noite no Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães (22h00) o Gui Dance e para começo de festival, nada melhor que “Be Your Self” da Australian Dance Theatre. De resto, trata-se da estreia não só deste festival dedicado à dança contemporânea como da referida companhia, criada em 1965, em Portugal. Companhia esta que joga, cada vez mais, nas fronteiras da própria dança, beneficiando das inúmeras disciplinas praticadas pelos seus bailarinos.

Criado por Garry Stewart, diretor artístico da referida companhia, “Be Your Self” é uma performance que explora a natureza do ser humano e da sua individualidade. O real e o exploratório conjuga-se aqui numa festa visual à qual não é alheia a paixão de Stewart pelo filme e multimédia. “Be Your Self” foi co-produzido por diversas instituições e espaços culturais internacionais, entre as quais se inclui o Centro Cultural Vila Flor.

O festival prossegue na sexta-feira, dia 11, com um dueto no feminino: “Mapacorpo” traz a assinatura de Amélia Bentes, intérprete e criadora à qual se junta Leonor Keil. O espetáculo junta no mesmo espaço cénico a dança, a música e o desenho gráfico; para além do dueto protagonizado por Amélia Bentes e Leonor Keil, atuam, em tempo real, o músico Vítor Rua e o desenhador digital Jorge Gonçalves. “Mapacorpo” pretende mapear um espaço que se alimenta de cumplicidades, mas também da diferença.

Para sábado, um clássico: Rosas Danst Rosas. Criado em 1983, este espetáculo marcou o início da companhia Rosas. Ao longo dos 27 anos que separam esta obra da sua criação a coreografia foi apresentadas inúmeras vezes, pelo mundo inteiro. “Rosas danst Rosas” simboliza a tensão que carateriza a obra de Anne Teresa De Keersmaeker: o contraste entre estrutura racional e emoção, a dialéctica entre agressão e ternura, a interacção entre uníssono e contraponto, uniformidade e individualidade.

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